segunda-feira, 16 de junho de 2014

Cap. 36 HS Fim!



Aceitou e saiu para o jardim. No céu, a lua já começava a aparecer sobre as luzes da cidade.
Harry ia embora. Harry, e não ela. Para Queensland; pelo menos, era o que tinha dito. Aos poucos, com muita concentração, começou a entender a realidade. Mas não havia nenhuma sensação de alívio, apenas uma tristeza e um grande cansaço. Ficou ali, parada ao luar, deixando a mente vagar livre, e aos poucos o tremor passou.
Ia conseguir superar tudo aquilo. Mas não naquela noite.
— Você não parece muito feliz — Harry disse, da sombra de uma árvore imensa.
Ficaram em silêncio, distantes, até que finalmente ele se aproximou e parou diante dela.
— Achei que ficaria satisfeita ao saber que vou embora. Assim, não precisa procurar um novo emprego.
Não falou nada, não conseguia. Ele segurou sua mão, e ela não resistiu.
— Você não está feliz, está? Acho que, no fundo, não me odeia tanto.
Disse aquilo tão suavemente, quase como um murmúrio, que durante um segundo ela não teve certeza do que tinha ouvido.
— Não... não odeio — respondeu, quase sem perceber.
— Cher quer que você fique.
— Eu... ainda não sei — ela disse, incapaz de encará-lo.
— Por que não vem comigo?
Apertou a mão dela com mais força, puxando-a para si, ela não resistiu. — Olhe para mim.
Lentamente, ela levantou os olhos, encontrando os dele
— Você vem comigo?
Então, era verdade? Mas... que significava aquilo? Não importava. Se queria que ela fosse, iria, sem hesitação.
— Vou — murmurou.
Ele a puxou pelos ombros.
— Eu te amo.
— O... o quê?
— Eu disse que te amo — Harry repetiu.
Agora ela não podia ter mais dúvidas. Seus lábios se encontraram. A princípio, ele a beijou muito gentilmente. Tão gentilmente, que ela mal sentiu o toque dos seus lábios. Mas continuava ouvindo aquelas palavras, que pareciam fogo aquecendo o seu corpo. Aproximou-se mais dele e o abraçou pelo pescoço. Ele lhe acariciou os ombros e as costas, seu calor penetrou pelo tecido do vestido; (S/N) sentiu os seios contra o peito dele e as coxas contra os músculos fortes das dele. Quando seus lábios se separaram, continuou a beijá-la no rosto, no pescoço e nos seios. Ela só conseguia suspirar e se entregar às carícias dele.
Harry ficou abraçando-a, com a cabeça dela no ombro.
— Eu tinha medo de amar você — ele murmurou. — Desde o primeiro momento em que a vi... Não acreditava que você pudesse me amar.
— Eu sempre o amei. — Finalmente, tinha conseguido dizer. E parecia a coisa mais certa e fácil de dizer... agora.
Ele tocou o brinco de opala.
— Isso era um presente de despedida, mas, no fundo, nunca pensei em deixá-la ir-se embora.
— Eu nunca quis ir.
— Eu não tinha certeza disso, até esta noite — disse, continuando a abraçá-la, como se nunca mais fosse soltá-la. — A vara de pescar. Você não escolheria um presente como aquele para um homem que odiassem e eu a observei enquanto dava a chave a Cher; — De repente, ele riu, não irônico, mas maravilhado. — Você achou que eu estava dando a ela o anel de noivado, não é?
Ela fez que sim, em silêncio.
— Durante todo o tempo, eu queria dizer que amava você, mas você não conseguia ver nada, além daquele pacote. Se pensa que há algo além de amizade entre Cher e eu, é pouco observadora, querida.
— O que mais eu podia pensar? Você era muito ligado a ela para ser só...
— Para ser só um bom amigo? Sempre fui só isso e sempre o serei. Nunca fomos amantes. Só amei uma mulher em toda a minha vida: você!
— Bem, você tinha um jeito engraçado de demonstrar isso, algumas vezes — ela riu, os olhos brilhando. — Sempre pensei que você não me suportasse; só...
— Só quisesse o seu lindo corpo? Eu o quero e vou tê-lo. Ou será que estava pensando na herança?
— Não! — ela arregalou os olhos, lembrando-se do episódio que criara tantos mal-entendidos entre os dois.
Harry afastou seus temores com um beijo na testa.
— Claro que não. Porque eu nunca vou ver a cor do seu dinheiro. Vamos colocá-lo num fundo de investimentos para você... ou para os nossos filhos. Não quero que ninguém diga que dei o golpe do baú.
Casada! Ela suspirou novamente e se apoiou no ombro dele. Mas Harry afastou-se um pouco. Segurou sua mão direita e procurou algo dentro do bolso do paletó.
— Espero que se case logo comigo — disse, enquanto lhe colocava o anel de esmeraldas. — Não acredito em noivados longos.
Ela observou as pedras brilhantes e depois virou-se para ele.
— Você se lembrou!
— Melhor do que isso. Eu o comprei naquele dia mesmo, depois que mandei você voltar para o trabalho. O problema é que tenho certeza de que Louis me viu, e eu estava com medo de que ele dissesse algo no momento errado.
— Gostaria que ele tivesse dito, porque, então, eu poderia ter comprado o anel que escolhi para você. Espero que a sra. Smythe não o tenha vendido: não casarei com você sem o anel. Portanto, se ela o vendeu, teremos que esperar até que eu mande fazer outro, de encomenda...
Ele a interrompeu com um beijo.
— Não se preocupe: mandei que ela o reservasse para você. — Riu da expressão espantada dela. — Bem, foi só para prevenir... Agora, vamos voltar à festa, antes que pensem que raptei você.
A resposta dela foi um beijo. Depois, deu a mão a ele onde ele depositou um beijo e sorriu.
— Você é o chefe. Sempre o chefe.






FIM


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Acabou gente!!!
Espero que tenham gostado não deixem de comentar.
Continue nos visitando. Obrigado por ler.
Boobye..
Malikisses!!

Um comentário:

  1. AI MD !!! FOI TIPO , MUUUUUITO PERFEITO !!! N TENHO PALAVRAS !!!! E QUEM ME DERA TER UM CHEFE DESSE HEIN ???

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