segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cap. 17 HS

Acordou na manhã seguinte com uma dor de cabeça terrível. Seu pulso também doía muito, e aquilo lhe trouxe recordações. Só depois de tomar três aspirinas e um banho demorado, teve algum Animo para tomar o café.
Não podia mais negar o que agora estava completamente óbvio: tinha se apaixonado por Harry Styles. Ou, pelo menos, estava muito perto disso, o que já não fazia muita diferença. Não podia mais ignorar que seu coração disparava quando ele a olhava e disparava mais ainda quando a tocava. Era uma sensação gostosa, apesar de amedrontadora, principalmente considerando a atitude dele para com as mulheres.
Tomou o café devagar, procurando analisar os acontecimentos da noite anterior. Era forçada a admitir que não tinha nenhuma base para saber que Harry correspondesse aos seus sentimentos. Se ele levava alguém a sério, era Cher Lloyd. Mas era preciso não esquecer o súbito interesse de Cher por Niall. Se perdesse a morena, será ele se interessaria por ela?
Estava pensando na possibilidade do irlandês tirar Cher do seu caminho quando, de repente, lembrou-se da promessa que tinha feito à Cher. Tudo indicava que Niall estava mesmo levando a moça a sério. Mas garantir isso seria uma responsabilidade muito grande.
Era óbvio que ele queria que Cher soubesse que ele não a considerava só mais uma conquista. No entanto, (S/N) hesitava em se envolver naquele caso. Considerando o que sentia por Harry, tinha medo de dar falsas ilusões à outra, apenas para se livrar de uma rival. Ao mesmo tempo, como amiga de Niall, não poderia ignorar o assunto, nem a promessa que tinha feito a Cher.
Sua cabeça girava e não conseguia chegar a nenhuma solução aceitável. Teria que cumprir a promessa, senão iria se sentir como uma traidora.                                                                                 
"Se eu pensar mais no assunto, não vou conseguir fazer nada"! disse a si mesma. Num impulso, pegou a lista telefônica e procurou u número de Cher.                                                                         
O telefone tocou várias vezes e, enquanto isso, ela tentou achar as palavras certas para dizer. Mas, quando atenderam, ela ficou quase sem voz. Não foi Cher quem respondeu; foi Harry.
Sentiu o ciúme dominá-la, impedindo-a de falar. Ouviu ele repetir o alô, depois a voz de Cher perguntando quem era.
— Alô? — ele repetiu pela terceira vez. A seguir, falou para a moça. — Eu não sei, amor. Parece que não há ninguém na linha.
— Então, desligue. Temos coisas mais importantes com que nos preocupar.
Só muito depois dele ter desligado, ela conseguiu pôr o telefone no gancho. Fechou os olhos, tentando controlar as lágrimas. Mas não conseguiu controlar a imaginação, que lhe mostrava ele voltando para a cama da outra. Era um quadro muito real, e ela sacudiu a cabeça, desesperada. Mas a cena não sumiu. Atirou-se no sofá e chorou feito louca.
O resto do domingo pareceu um pesadelo. Ela andou pelo apartamento, limpou tudo como se o esforço físico pudesse libertar-lhe a mente. Mas não conseguiu e, de vez em quando, caía no choro. Dormiu mal e, na manhã de segunda-feira, chegou ao trabalho com os olhos inchados e unia dor de cabeça persistente.
Sentiu um grande alívio, quando Harry ligou, dizendo que chegaria atrasado. Mas Niall estava lá, e tiveram uma discussão feia no café, depois que ele a forçou a confessar que não tinha falado com Cher.


Ele ignorou suas desculpas e saiu, aborrecido. Els se aproximou e sentou-se na cadeira vaga ao lado dela.
— Você está apaixonada por ele, não está?
Aquela pergunta inesperada, sem nenhum "bom-dia", pegou (S/N) de surpresa. Olhou a amiga, sabendo que a sua expressão já tinha respondido.
— Sim. Infelizmente, estou.
— E o que vai fazer?
— Nada. Acha que posso fazer alguma coisa?
Els sacudiu a cabeça, com ar triste.
— Eu contaria a ele.
— Não! Isso nunca! Não posso!
— Você não vai lutar?
— Não — sacudiu a cabeça, procurando controlar as lágrimas.
— É por causa de Cher Lloyd, não?
Fez que sim, sem poder falar.
Els a encarou, com simpatia.
— Sabe que pode estar enganada?
— Acho que não. Ele passou a noite com ela, depois do baile.
A amiga deu uma risada inesperada:
— E o que isso prova? Não estamos dizendo que ele é virgem.
— Para mim, essa prova é suficiente. E não quero mais discutir esse assunto, certo?
— Certo. Mas acho que está cometendo um erro.
Do ponto de vista dela, seu maior erro já tinha sido cometido, ela não ia piorar as coisas bancando a boba. Passou a semana toda procurando tomar uma decisão sobre o assunto.A atitude de Harry para com ela havia mudado completamente desde a noite do baile: não era mais agressivo nem autoritário, tomava cuidado para não magoá-la.
Mas na semana seguinte, o estado de espírito dele tornou a mudar novamente.(S/N) percebeu que estava ficando cada vez mais distante, não apenas com ela, mas com toda a equipe. Passava sermões incríveis por causa do erro mais insignificante.
Tanto Zayn quanto Louis ameaçaram se demitir depois de uma cena terrível. No dia seguinte, a moça do café apareceu chorando, contando que ele tinha brigado com ela. Então, (S/N) descobriu que o mau humor de Harry não estava ligado apenas ao trabalho.
Eleanor Calder ameaçou proibir a entrada de Harry no departamento de arte, depois de uma briga violenta. Confessou a (S/N) que aquilo estava mexendo com os nervos de todo mundo.
— E você sabe qual é o problema? É Cher e Niall. Ou será que não percebeu que os dois estão sempre juntos nas ultimas semanas? Francamente, acho que Harry está exagerando; afinal, não temos culpa de nada. Só gostaria de não ter que trabalhar com ele.

— Niall e Cher? Tem certeza?

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