sábado, 5 de abril de 2014

Cap. 30 HS



Ouviu uma batida forte na porta do apartamento, mas achou que fazia parte do seu sonho. Antes de conseguir se levantar para atender, a porta se abriu e Harry Styles entrou, zangado.
Ele parou, olhando para ela, e depois apontou para a corrente de segurança da porta.
— Para que você acha que essa coisa serve? É puro enfeite? Droga, mulher, qualquer um pode entrar aqui, quando quiser!
— Tenho certeza disso — respondeu, também zangada. — O que você quer?
— É óbvio que vim ver por que você não está na festa.
— Acho que isso não é da sua conta. Acontece que dormi.
— Soube que você estava com dor de cabeça, ou resfriada, ou qualquer destas doenças convenientes que as mulheres costumam inventar. Mas vejo que se vestiu para a festa.
— Claro que me vesti para a festa. E já estaria lá, se não tivesse dormido.    
— Então, por que todas aquelas desculpas que Eleanor deu sobre a sua dor de cabeça e febre? Até parece que você estava querendo se convencer para não ir.
— E por que eu faria isso?
Harry deu de ombros e a olhou, com ar de dúvida.
— Como posso saber? Mas agora não tem mais importância, já que está pronta para ir. — Pegou a bolsa e o xale dela. — Vamos. Você está muito atrasada.
— Sou perfeitamente capaz de ir sozinha — respondeu friamente. — Vou no meu carro.
— Você vem comigo — ele disse, com rispidez, e segurou seu braço. — Garotas que dormem com a porta do apartamento aberta não são dignas de confiança para dirigir à noite. Além do mais, você pode ter outro ataque dessa doença imaginária.
— Tire as mãos de mim! Não sou uma criança e não quero receber ordens de você. Não é da sua conta se eu vou ou não.
— Mas claro que é da minha conta. É a festa do escritório, e sou o chefe. Se você não aparecer, o pessoal vai pensar que a culpa é minha, que não tenho coração.
— E daí? Talvez seja verdade. De qualquer modo, não vou entrar naquela festa com você, principalmente porque já é tarde. Algumas pessoas podem ter idéias erradas. Como Cher Lloyd, por exemplo. O riso dele foi sincero.
— Não precisa se preocupar com ela — disse, e o coração dela ficou pesado como uma pedra. Ele dirigiu em silêncio até o hotel, onde seria realizada a festa. Ajudou-a a saltar e pediu que esperasse por ele, enquanto estacionava.
Esperar por ele! Esperaria o resto da vida, se Harry lhe desse algum bom motivo para isso. Mas não via nenhuma lógica em esperar por ele, para entrar numa festa. Apertando a bolsa nas mãos trêmulas, caminhou para a porta. Harry chegou ao seu lado e entraram juntos.
Ao entrar no salão, viu que seu atraso não seria percebido. Observou a mesa e viu, surpresa, que Cher Lloyd estava ao lado de Niall e que havia uma cadeira vazia junto de Eleanor e Louis. Niall, não estava tendo nenhum problema com a sua companheira de mesa. Levou Cher para dançar, e ambos pareciam se divertir muito. Quando voltaram à mesa, Harry convidou à morena. (S/N) dançou com Niall, Louis, Zayn, Liam e vários outros. Mas todo o tempo não tirava os olhos de Harry.
(S/N) saiu discretamente e foi ao toalete, para evitar que Harry a tirasse para dançar. Mas, ao voltar, ele estava sozinho na mesa, olhando para a pista, e nem pareceu notá-la.
Certa de que ele observava Cher dançando com Niall, ela tentou seguir seu olhar disfarçadamente. De repente a expressão dele mudou, e ele trocou um olhar significativo com Cher, que flertava abertamente com o irlandês.  Sentiu ciúme, raiva, e também sentiu pena de Niall, que não percebia a intimidade daquela mulher com o homem que estava sentado a seu lado.
Conversava com Els, quando começou uma nova seleção, músicas mais lentas. Imediatamente, sentiu uma mão em seus ombros. Antes mesmo de ser virar, sabia quem era.
— Quer dançar comigo, agora? — Harry perguntou, gentilmente mas parecia mais uma ordem do que um pedido.
Quis recusar. Não conseguiu falar nada, e, quando percebeu, já estava sendo conduzida para a pista. A princípio ficou tensa, dançando mal, preocupada em se manter afastada do corpo de Harry. Mas, à medida que as músicas foram ficando mais lentas, e a pista mais cheia, foi empurrada contra ele, que a segurou com firmeza. Harry continuou a abraçá-la, até a música recomeçar.
Sentiu o braço dele ficar mais firme em sua cintura, puxando-a para mais perto. De repente, percebeu que já nem escutava mais a música, apenas seguia os movimentos dele, como se fosse parte daquele homem.
— Quero que termine de fazer a carta de referências, para que eu consiga um emprego. Será a primeira coisa que pretendo fazer no ano que vem.
— Ainda não mudou de idéia? Eu esperava que mudasse, porque já lhe disse que não precisa deixar o emprego.

— Um de nós dois precisa sair. E sou eu.

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