quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cap. 29 HS



(S/N) estava preparando uma história, e esperava apenas um telefonema para terminá-la. Não havia urgência, pois era uma notícia para o dia seguinte. No entanto, queria continuar ocupada e sabia que, se não
conseguisse a informação naquela noite, poderia perdê-la.
Ainda estava esperando na sala, quando todos saíram. Os rapazes para o bar, e Harry para dirigir a apresentação do noticiário. Ficar sentada, desejando que o telefone tocasse antes de ele voltar. Então, porta se abriu.
— Você está atrasada com o trabalho, ou se comportou mal e ficou de castigo?
Virou-se e deu com Cher Lloyd.
— Estou só esperando por um telefonema.
— Ah! E onde se meteu o super-homem? Ainda não terminou com as notícias de hoje?                                                                  
— Eu... não sei... — A resposta dela foi interrompida, estendeu a mão para diminuir o som da tevê.
— Não, não desligue — Cher pediu. — Eu queria mesmo ver aquela exposição.
Embaraçada, (S/N) abriu um jornal e fingiu que lia. Enquanto isso, observava o rosto de Cher, imaginando como a outra iria reagir quando Harry aparecesse no filme. Uma risada respondeu às suas dúvidas.
— Ora, (S/N), ficou ótimo! Você devia estar orgulhosa: tem muito mais coragem do que eu. Nem posso esperar para ver a cara dele. Aposto que ficou uma fera, não? Tem sorte por ele não ser uma pessoa vingativa; senão, passaria o resto da vida fazendo a cobertura da assembléia legislativa.
— E quem disse que ele não vai fazer isso? — Harry perguntou da porta. Aproximou-se e deu um beijo leve no rosto de Cher. — Por que ainda está aqui, (S/N)? Cher vai pensar que sou um feitor. (S/N) explicou sobre o telefonema, mas ele pareceu não se interessar.
— Não é nada tão importante para que você fique aqui. Se não conseguir terminar a reportagem amanhã, esqueça o assunto. Pode ir para casa.
A moça não precisava de outro convite. Pegou a bolsa e correu para a porta. Só quando chegou ao carro, reparou que Cher lhe havia dito "até sábado à noite".
— Oh, não: a última coisa que desejava era comparecer à festa de Natal do estúdio. Principalmente, porque não queria passar a noite vendo Harry e a outra juntos.
Todos passaram a sexta-feira ocupados com os últimos preparativos da festa de Natal. Querendo ou não, (S/N) participou de discussões sobre vestidos, e de quem sentaria ao lado de quem, à noite.
No sábado, imaginou e pôs de lado uma porção de desculpas para não ir à festa. Se não fosse por Harry, não perderia a festa por nada. Já tinha ouvido uma porção de histórias sobre os Natais passados, e todas pareciam muito interessantes. Mas naquela noite não queria ver Harry e Cher juntos. Sabia que Louis e Eleanor ficariam muito desapontados, se não aparecesse. Harry, naturalmente, estaria entretido com a futura noiva e nem notaria a sua ausência... ou será que notaria? Bem, se notasse, pior para ele.
Depois de um tempo resolveu que iria à festa. Harry que se danasse! Escovou o cabelo diante do espelho e novamente mudou de ideia: era melhor ficar em casa e evitar novos problemas sentimentais. Quando Eleanor ligou para perguntar se queria carona, gaguejou, sem saber o que dizer.
— Escute, Els, estou com a pior dor de cabeça do mundo — mentiu. — Minha garganta também dói; acho que peguei uma gripe. Vou para a cama, depois de tomar um chocolate quente.
—Tudo bem.
— Afinal, posso não aguentar ficar lá a noite inteira — explicou. — Por isso, prefiro ir no meu próprio carro. Assim, ninguém precisará se preocupar comigo, se a gripe piorar.

Depois do telefonema, (S/N) perambulou pelo apartamento, furiosa por sua covardia. Às seis horas, estava mesmo com dor de cabeça. Por ironia, quando terminou de se vestir e estava pronta para sair, às quinze para as sete, começou a espirrar. Tomou duas aspirinas e sentou-se na poltrona mais confortável, de olhos fechados.

Um comentário:

  1. Mds, os capítulos estão estão diminuindo cada vez mais, mas mesmo assim ta perfeito

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