
(S/N) estava preparando uma história, e
esperava apenas um telefonema para terminá-la. Não havia urgência, pois era uma
notícia para o dia seguinte. No entanto, queria continuar ocupada e sabia que,
se não
conseguisse a informação naquela noite, poderia perdê-la.
conseguisse a informação naquela noite, poderia perdê-la.
Ainda estava esperando na sala, quando
todos saíram. Os rapazes para o bar, e Harry para dirigir a apresentação do
noticiário. Ficar sentada, desejando que o telefone tocasse antes de ele
voltar. Então, porta se abriu.
— Você está atrasada com o trabalho, ou
se comportou mal e ficou de castigo?
Virou-se e deu com Cher Lloyd.
— Estou só esperando por um telefonema.
— Ah! E onde se meteu o super-homem?
Ainda não terminou com as notícias de hoje?
— Eu... não sei... — A resposta dela foi
interrompida, estendeu a mão para diminuir o som da tevê.
— Não, não desligue — Cher pediu. — Eu
queria mesmo ver aquela exposição.
Embaraçada, (S/N) abriu um jornal e
fingiu que lia. Enquanto isso, observava o rosto de Cher, imaginando como a
outra iria reagir quando Harry aparecesse no filme. Uma risada respondeu às
suas dúvidas.
— Ora, (S/N), ficou ótimo! Você devia
estar orgulhosa: tem muito mais coragem do que eu. Nem posso esperar para ver a
cara dele. Aposto que ficou uma fera, não? Tem sorte por ele não ser uma pessoa
vingativa; senão, passaria o resto da vida fazendo a cobertura da assembléia
legislativa.
— E quem disse que ele não vai fazer
isso? — Harry perguntou da porta. Aproximou-se e deu um beijo leve no rosto de
Cher. — Por que ainda está aqui, (S/N)? Cher vai pensar que sou um feitor. (S/N)
explicou sobre o telefonema, mas ele pareceu não se interessar.
— Não é nada tão importante para que você
fique aqui. Se não conseguir terminar a reportagem amanhã, esqueça o assunto.
Pode ir para casa.
A moça não precisava de outro convite.
Pegou a bolsa e correu para a porta. Só quando chegou ao carro, reparou que Cher
lhe havia dito "até sábado à noite".
— Oh, não: a última coisa que desejava
era comparecer à festa de Natal do estúdio. Principalmente, porque não queria
passar a noite vendo Harry e a outra juntos.
Todos passaram a sexta-feira ocupados com
os últimos preparativos da festa de Natal. Querendo ou não, (S/N) participou de
discussões sobre vestidos, e de quem sentaria ao lado de quem, à noite.
No sábado, imaginou e pôs de lado uma
porção de desculpas para não ir à festa. Se não fosse por Harry, não perderia a
festa por nada. Já tinha ouvido uma porção de histórias sobre os Natais
passados, e todas pareciam muito interessantes. Mas naquela noite não queria
ver Harry e Cher juntos. Sabia que Louis e Eleanor ficariam muito desapontados, se não aparecesse. Harry, naturalmente, estaria entretido com a
futura noiva e nem notaria a sua ausência... ou será que notaria? Bem, se
notasse, pior para ele.
Depois de um tempo resolveu que iria à
festa. Harry que se danasse! Escovou o cabelo diante do espelho e novamente
mudou de ideia: era melhor ficar em casa e evitar novos problemas sentimentais.
Quando Eleanor ligou para perguntar se queria carona, gaguejou, sem saber o que
dizer.
— Escute, Els, estou com a pior dor de
cabeça do mundo — mentiu. — Minha garganta também dói; acho que peguei uma
gripe. Vou para a cama, depois de tomar um chocolate quente.
—Tudo bem.
— Afinal, posso não aguentar ficar lá a
noite inteira — explicou. — Por isso, prefiro ir no meu próprio carro. Assim,
ninguém precisará se preocupar comigo, se a gripe piorar.
Depois do telefonema, (S/N) perambulou
pelo apartamento, furiosa por sua covardia. Às seis horas, estava mesmo com dor
de cabeça. Por ironia, quando terminou de se vestir e estava pronta para sair,
às quinze para as sete, começou a espirrar. Tomou duas aspirinas e sentou-se na
poltrona mais confortável, de olhos fechados.
Mds, os capítulos estão estão diminuindo cada vez mais, mas mesmo assim ta perfeito
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