terça-feira, 29 de outubro de 2013

Cap. 4 Hs



— Eu gostaria muito de esclarecer este assunto, sr. Styles.
— Porquê?
Havia um ar divertido nos olhos dele, e ela respondeu:
— Porque sou competente e não preciso de pistolão nenhum. E porque não acredito que meu tio tenha influenciado na escolha.
— Então, por que insinuou que ele tinha arranjado o emprego para você?
— Eu não disse nada disso! — (S/N) sentiu o ódio subindo de novo. Agora, achava mesmo que aquele homem queria irritá-la. — Antes que você me interrompesse com o seu discurso, eu estava só querendo dizer que meu tio deveria ter feito algumas perguntas sobre as possibilidades de um emprego.
Ele sorriu e olhou-a de alto a baixo.
— Então, por que está tão ansiosa por ir embora, agora? Acho que não sabe o que quer, srta.Clarke. Primeiro, disse que seu tio tinha arranjado o emprego; depois, fez tudo para provar isso; e agora, quer ir embora. Qual é a verdade?
— Não sei e não me importo em saber. Só sei que você não me quer aqui, e que não tenho certeza se quero ficar. — Sabia que estava prestes a chorar, mas não se importava.
— Sente-se — Harry falou suavemente, indicando a cadeira.
(S/N) ia obedecer, mas parou.
— Eu disse para sentar-se. — A expressão dos olhos dele revelou uma raiva que ela não pode ignorar. (S/N) voltou à sua mesa e sentou-se pesadamente.
— Agora, srta. Clarke, deixe-me esclarecer o tal assunto do pistolão. Primeiro, eu conheci seu tio Jonh muito melhor do que você e sei que ele não a recomendaria para um emprego se não fosse capaz. Segundo, se o gerente-geral não pensasse que preciso de uma secretária, não lhe teria oferecido o emprego. O fato de eu não precisar de uma secretária, mas sim de outro jornalista, é algo que terei que discutir com ele. Portanto, não precisa mais preocupar sua linda cabecinha.
(S/N) corou, e disse sem pensar:
— Por que não posso ser uma jornalista, se é disso que você precisa?
Ele deu uma gargalhada.
— Não achei graça nenhuma — protestou, ofendida.
Harry riu mais ainda e só parou quando a porta foi aberta.
— Hora do chá! — disse uma voz alegre no corredor.
— É melhor você ir logo; senão, não vai sobrar chá.
(S/N) obedeceu instintivamente, mas, antes de sair, perguntou se ele não queria que trouxesse um pouco.
— Não, obrigado. Também vou.
Quando se aproximaram do carrinho de chá, (S/N) entendeu o ponto de vista dele. A moça que servia, uma loura exuberante, de uns dezoito anos, só faltou devorá-lo com os olhos. Serviu-o pessoalmente, toda melosa.


— Ah, Perrie, você está linda — Harry aceitou a xícara, embora ela lhe oferecesse muito mais. — Agora tire este corpo sexy daqui, senão ninguém vai conseguir trabalhar.
A loura saiu rebolando.
(S/N) voltou à sala com a xícara de chá. Momentos depois, três telefones tocaram ao mesmo tempo. Ela pegou o mais próximo e Harry atendeu o que estava em sua mesa.
— Zayn Malik? — (S/N) perguntou, hesitante. Olhou para Styles, que lhe fez um sinal. — Desculpe, ele só vai chegar... às cinco horas. — Styles concordou. — Quer deixar recado?
Ela desligou, e o outro aparelho tocou. Passou a próxima meia hora indo de um telefone ao outro. Só quando Louis Tomlinson entrou e os telefones pararam de tocar, é que ela percebeu que seu chá estava frio.
— Só lixo na CNDC — Louis anunciou. — Deram o relatório final da via expressa, do estacionamento ou sei lá do quê. O filme está ruim. Talvez se salvem trinta segundos, se tivermos sorte ou estivermos desesperados. Ah, querem que eu vá até a gráfica. Acho que perdi a hora do chá.
— É, e vai ter que ficar sem ele — Harry disse. — A não ser que convença a srta. Clarke a ir lhe buscar uma xícara. Os telefones estão malucos, e tenho que ver algumas pessoas, antes de começar a edição.            Zayn estará aqui às cinco, o que significa cinco e meia; portanto, está tudo nos seus ombros, até lá. Quando o seu filme fica pronto?
— Às cinco, mas será a última coisa para hoje, não se preocupe. — Louis virou-se para (S/N) — Café preto com três colheres de açúcar, se você não se importa, amor.
— Precisa ser mais gentil — Harry comentou. — A srta. Clarke não está contente por ser uma simples secretária. Ela resolveu ser jornalista. — Sua risada de pouco caso ecoou pela sala. (S/N) estava pronta para lhe dizer umas boas, mas ele saiu para o corredor, antes que ela conseguisse falar.
Quando voltou, poucos minutos antes das notícias da tarde, ficou óbvio que não devia provocá-lo. O telefone tocou, foram trocadas palavras de irritação, e (S/N) achou melhor ficar calada.
Harry Styles tinha tirado o paletó, enrolado as mangas da camisa branca, e estava ocupado em preparar o boletim de notícias, quando Zayn, o terceiro jornalista, entrou. Eram cinco e quinze. (S/N) esperou, tensa, o sermão do chefe. Mas não houve nenhum.
Provavelmente, ele já tinha descarregado todo o veneno em cima dela. Sem perceber, olhava fixamente para Styles. Então, ele levantou os olhos, encontrou os dela e, comum ar divertido, franziu a testa e começou a observá-la também.
Apanhada de surpresa, (S/N) agiu sem pensar. Franziu a testa como ele tinha feito e pôs a língua para fora, rapidamente, numa careta. Ele deu uma gargalhada. Todos na sala se viraram, esperando uma explicação.

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