
Harry parecia mais tranquilo do que
nunca, com um ar de meiguice que ela nunca tinha visto. E quando pescou a
primeira truta, ficou tão contente que o seu riso foi quase infantil.
— Veja! Olhe isso! Bem grande, hein? Mais
uma dessas, e vamos ter um banquete no almoço.
(S/N) sorriu e ele jogou a linha
novamente.
— Cruze os dedos, amor. Talvez o
companheiro dela esteja por perto — murmurou, observando a água. (S/N) também observou,
mas não conseguiu ver nada. Fechou os olhos, sentindo que a dor de cabeça
melhorava. Depois, ouviu um assobio de Harry, indicando que outra truta estava
na linha.
Mas o novo peixe era muito maior, e
lutava furioso.
— Ora, não vai fugir, não — ele disse
lutando com o peixe. — É uma truta linda! Seria uma pena soltá-la, depois de
toda essa briga.
— Ela viveria, se você a soltasse? Por
favor, Harry, faça isso. É grande demais e lutou tanto... Por favor.
Estava dividida entre a excitação da pescaria
e a pena de ver um peixe tão bonito e valente morrer daquele jeito. Quando ele
tirou o anzol e jogou a truta de volta na água, ela deu um suspiro de felicidade.
— Isso vai lhe custar um beijo, moça. Era
um peixe muito especial. Na verdade era um troféu. Limpou as mãos nas calças e esticou
o rosto para receber o beijo.
(S/N) beijou-o na face, mas antes que
pudesse se afastar, ele a segurou, dizendo com um ar divertido:
— Hummm! Chama a isso de beijo? Sabe dar
beijos bem melhores, querida. Mas só vou cobrar esse beijo, quando estivermos
em terra firme. Não posso cuidar do barco sem prestar atenção no que estou
fazendo.
Deu partida no motor e dirigiu-se para a
baía, mandando que ela ficasse de olho na linha.
— Agora, é tudo com você. A idéia de
jogar o peixe fora foi sua. Ele poderia
ser o nosso almoço e o nosso jantar. Portanto, terá que; pescar outro.
(S/N) sentou-se firme no meio do banco, e
ficou atenta. Sentiu que ele a olhava, como se acariciasse as curvas do seu
corpo, ela sabia que sua voz iria tremer de emoção, se tivesse que falar.
Então, percebeu um puxão na linha.
— Pare! — gritou animada. Ele desligou o
motor e foi parai perto dela.
— Ande, Harry, ajude-me! Está puxando
muito forte.
— De jeito nenhum — ele riu. — Você o
pescou, você terá que tirá-lo da água e do anzol. Eu seguro a rede, mas o resto
é com você.
A resposta dela foi um grito excitado. O
peixe estava se aproximando do barco. Pouco depois, ela o tirava da água. Harry
comentou:
— Fantástico! Tem a minha palavra de que
é um peixe muito bom. Agora, eu tenho que dar um beijo em você, por esta
beleza.
O peixe era igual ao primeiro e, minutos
depois, os dois estavam na frigideira, sobre uma fogueirinha de gravetos, numa
pequena praia. (S/N) nunca tinha provado nada tão gostoso.
— Aqui é tão calmo. Gostaria de ficar
neste lugar pára sempre. Suspirou. — Parece que não há mais ninguém no mundo, a
não ser nós.
Ele virou-se e a encarou.
— Ainda bem, porque você está me devendo
um beijo e eu lhe devo outro — murmurou, puxando-a para si, enquanto seus
lábios procuravam os dela que lutou um pouco, antes de relaxar nos braços dele
e se entregar ao beijo.

O tempo, o sol quente, o murmúrio da
água... tudo foi esquecido, enquanto as carícias dele lhe despertavam todos os
sentidos. Abraçou-o pelo pescoço e acariciou-lhe os cabelos. Depois, os beijos se
tornaram mais e mais ardentes.
Então, ele começou a explorar seu corpo,
fazendo seu sangue ferver. Ela não tentou reagir. Se ele a queria, ali naquela
praia silenciosa, seria dele mesmo que fosse só por aquele momento e nunca
mais. Harry soltou a parte de cima do biquíni e acariciou-lhe os seios nus.
Agora, mesmo que quisesse, ela não poderia mais parar.
Ele começou a beijá-la no rosto, no
pescoço e nos seios, e ela se agarrou àquele corpo forte, passando os braços
por dentro da camisa dele.
Sentiu-lhe os lábios ardentes e famintos
pelo corpo todo. Sem perceber, estava murmurando o nome dele, gemendo de
prazer. A areia queimava as suas costas, o sol acariciava a sua pele... mas a boca
e as mãos dele eram mais quentes. Agora, ele estava tirando a calcinha do seu biquíni.
Esperou, trêmula e de olhos fechados.
Então, sem nenhum aviso, ele a empurrou e
virou-se para o outro Indo.
— Desculpe-me — murmurou, angustiado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário