
Suas rezas de nada adiantaram. Foi Harry a primeira pessoa que viu, ao entrar, mas ele quase nem olhou para ela.
Foi Louis quem falou:
— Aí está a grande mulher. Quer dizer que
pegou um peixão, hein?
(S/N) olhou para Harry, imaginando o que
ele teria dito antes da sua chegada. Não acreditava que ele pudesse ter contado
sobre a pescaria; muito menos sobre o que acontecera depois. Seria muito engraçado,
se todos na estação de tevê ficassem sabendo daquilo: o grande Harry Styles,
com um anzol espetado no traseiro. Parecia tão hilário
— Oh, eu pesquei um grandão — ela
respondeu dando um riso forçado. — Mas o joguei de volta na água. — Louis
continuou a conversa.
— E por que fez isso?
— Por que não valia a pena ficar com ele.
(S/N) e Harry trocaram um olhar. Os dois
continuaram se encarando por mais um momento, até que Harry se virou, com
evidente hostilidade. Pouco depois, saiu, dizendo que estaria na
sala de filmagens.
sala de filmagens.
Nada mudou nos dias seguintes: ele sempre
passava pouco tempo no escritório, com ela, se precisavam falar um com outro,
era com uma frieza educada que só aumentava as tensões. Mas pelo menos, não
brigavam.
Aquilo tudo era ridículo. Na quinta vez
em que passou por uma loja de pesca, entrou e comprou uma vara de pescar.
Jamais a daria a ele, mas isso também já não tinha mais importância. Bastava
saber que a tinha comprado para ele era loucura. Sacudiu a cabeça, olhando para
o pacote, e saiu do carro para encontrar-se com o cameraman que iria trabalhar com ela naquela noite.
Seria uma tarde fácil, com histórias sobre
o verão e sobre uma exposição de jóias. Ainda estavam longe do Natal, mas o
filme poderia ficar guardado no arquivo.
— Não há nenhuma novidade nisso, mas você
deve fazer alguma história sofisticada — Harry tinha dito. — Converse com os expositores,
veja qual o melhor ângulo para a história, e filme bastante. Do jeito que as
coisas estão, acho que precisaremos de apenas dois minutos, mas podemos guardar
o resto como uma sugestão sobre "o que dar à garota que tem tudo".
O cameraman estava esperando, quando ela
chegou, e avisou que já havia filmado algumas garotas bonitas passeando pela exposição,
que incluía caríssimos diamantes, esmeraldas e outras pedras incrustadas em
ouro e prata.
(S/N) selecionou as melhores e as mais
extravagantes joias, e começou a entrevista com Júlia Smythe, a encarregada da
exposição. De repente, olhando por cima do ombro da entrevistada, viu Harry.
Sentiu um aperto no estômago e percebeu
que empalidecia. Sabia que iria gaguejar, quando abrisse a boca. Continuou a
encará-lo, apesar de estar dirigindo as perguntas à sra. Smythe, que parecia um
tanto confusa.
Fez perguntas simples e rápidas, para se
livrar logo daquele martírio. Começou então a apresentar as peças selecionadas,
fazendo um comentário sobre cada uma. Sabia exatamente o que dizer, sem o menor
problema. Finalmente, chegou exatamente diante de Harry. Era onde queria
chegar.
—E, naturalmente, não podemos ignorar a
tendência do uso de jóias pelos homens — disse ao microfone. — Aqui está o
diretor do nosso noticiário, Harry Styles, que pode nos dar seu ponto de vista.
O que acha das jóias, sr. Styles?
— Acho que são como qualquer outro
enfeite, srta. Clarke. Apenas uma questão de gosto. Pode, por exemplo,
imaginar-me usando isso?
Ele lhe havia atirado a bola de volta,
com uma facilidade incrível, mas (S/N) não ia desistir. Sorrindo docemente,
examinou o medalhão que ele apontava, fazendo com que a câmera o focalizasse.
— Não. Acho que essa não combina, sr. Styles
— respondeu, com voz adocicada. Depois, indicou uma das jóias que tinha antes classificado
como "ultramodernosas".
— Mas esta, sr. Styles, ficaria linda.
Naturalmente, teria que usar uma camisa roxa, de preferência com os cabelos presos... — De repente, ela percebeu que tinha ido longe demais.
O riso de Harry foi alegre, mas seus
olhos estavam frios, e ele pegou a monstruosa joia, como se segurasse um inseto
repelente.
— Como eu já disse, é tudo uma questão de
gosto. Ainda bem que não tenho que me preocupar, pois não é a senhorita quem
escolhe as minhas joias.
Um ponto para Harry Styles. (S/N) sabia
que, agora, qualquer coisa que dissesse seria errado. Percebeu que ele tinha se
virado para o cameraman e dizia:
— Vão adorar isso, lá no noticiário. Peça
para aproveitarem tudo, se eu não estiver de volta a tempo para a edição. Depois,
segurou (S/N) pelo braço, sorrindo, e a arrastou até a entrada da exposição.
— Acho que estava muito bom — disse,
calmamente. — Sinto muito se atrapalhei você, mas eu já estava aqui, antes de
você, e então percebi que tinha me colocado em má posição. Mas já era tarde demais
para me afastar.
— Pois eu acho que fez tudo de propósito.
Posso ser inexperiente, mas não sou boba!
— É boba, sim, se acha que sou capaz
desse tipo de jogo. Você pode me acusar de muitas coisas, mas não de falta de profissionalismo.
(S/N) sabia que era verdade. Se havia alguma falta profissionalismo no incidente, era a dela. Mas não ia admitir isso diante daquele homem. Sentiu que ficava vermelha.
Eu amo essa fic, vc tem que continuar
ResponderExcluirEstou tentando atualiza-la sempre que posso.. mais ando ocupadadissima e fica dificil.. e muito obrigada por esta sempre comentando e lendo nossas historias. Bjus . Veeh..
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