sexta-feira, 21 de março de 2014

Cap. 28 HS


Harry não olhou para o anel, continuou a encará-la, como se quisesse saber se mentia. Mas (S/N) não tinha mentido. O anel era um pesado retângulo de prata, rodeando uma linda opala, que parecia de fogo líquido. Era sólido, feito à mão, e na opinião dela parecia sob medida para os dedos fortes de Harry Styles. A prata protegia a opala, e o efeito era impressionante.
Ele finalmente olhou para a jóia. Em seguida, chamou a sra. Smythe.
— Eu gostaria de experimentar aquele anel — disse ele. A mulher entregou-lhe a peça, e, segundos depois, (S/N) a examinava.
— Ainda gosta? — ele perguntou baixinho, e ela fez que sim.
Harry não disse nada; simplesmente, devolveu a jóia à sra. Smythe.
— Agora, eu gostaria que a srta. Clarke experimentasse certo anel de noivado.
Pegou a jóia e tentou colocá-la no dedo de (S/N), que tremia violentamente.
— Não fique tão apavorada, mulher. Esta pode ser a melhor proposta do dia. — Piscou para a sra. Smythe, que sorriu, enquanto (S/N) corava.
Ela estava com medo de olhar o anel em sua mão. Com medo de revelar o que sentia. Harry não ajudava em nada: continuava encarando-a, como se quisesse forçá-la a olhar o anel. Ela deu um passo atrás, desafiadora, procurando aquele ar irônico e de pouco
caso. Mas não viu nada. Não aguentando mais, observou o anel que parecia queimar sua mão. Era perfeito!
Teve vontade de chorar, e isso fez com que ficasse ainda mais zangada com Harry. Tirou o anel, entregando-o à sra. Smythe.
— É lindo e vou lembrar dele, se resolver me dar um presente de Natal — disse, friamente. — Mas acho que deve mostrar os diamantes ao sr. Styles. Tenho certeza de que combinam mais com a mulher que ele tem em mente.
A mulher virou-se para Harry, e (S/N) aproveitou aquele momento para se afastar. Lá fora, cega pelo brilho do sol e pelas lágrimas, tropeçou e quase caiu. Sentiu que mãos fortes a seguraram pela cintura.
— Você é mesmo complicada, hein? — disse Harry. — Agora vamos; vou lhe pagar o almoço.
— Não quero almoçar. Não quero nada de você. Não percebe isso?
— Seria difícil não perceber. Mas vai almoçar, querendo ou não.
— Não vou!
— Vai sim... nem que eu tenha que arrastá-la. E pare de discutir. Devia estar contente por ter alguém que lhe pague o almoço.
— Posso pagar o meu próprio almoço! Não preciso de você.
— Claro que não precisa de mim. Vive tentando me dizer isso. Mas pense no dinheiro que vai economizar, se eu lhe pagar o almoço — ele disse, rindo.
— Não estou interessada em fazer economia. Só quero que você... Harry não a deixou continuar. Puxou-a e fez com que entrasse na Taverna do Petro. Sem poder escapar, (S/N) entrou, com um ar de criança mal comportada.
— Devia estar interessada em economizar — ele disse, como se fosse natural conversar, enquanto a arrastava pelo restaurante. — Afinal, vai precisar de dinheiro para me comprar um presente de Natal, já resolveu o que vai me dar no Natal?
— O que eu gostaria de lhe dar era um outro anzol, bem naquele lugar!
— Como está malvada, hoje — ele riu. — Claro que não fala a sério. Eu já encontrei algo que será perfeito para você. Mudando de assunto porquê quer sair do trabalho?
Porque eu o amo e o odeio, e não posso viver sem você, o coração dela gritou, mas não encontrou palavras para responder. Nem queria tentar. Olhou para as suas mãos cruzadas no colo, em silêncio.
— Bem, deve haver uma razão — ele insistiu. — Qual é?
— Não combinamos.
— O quê? — A voz dele parecia um trovão.
— Eu disse que nós não combinamos.
— Querida, querida — ele riu. — Acha mesmo que me odeia tanto?
— Sim, odeio.
— Se odeia tão mal como mente, eu não preciso me preocupar.
— Você pensa que é o dono da verdade, mas não sabe de nada. Não é infalível, não está sempre certo.
— O chefe pode não estar sempre certo...


— Mas sempre é o chefe! — ela terminou. — Bem, fique à vontade, sr. Styles. Porque só ficarei mais duas semanas, até o Natal. Depois disso, estou livre para partir. A não ser que você seja um homens sem palavra.

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