— Minha querida, não vou atacar ninguém. Certamente sou o maior dos chauvinistas. Nunca neguei isso. Mas acabei de salvá-la de quebrar a perna. Que tipo de agradecimento vou receber?
— Já disse obrigada. O que mais espera? Que eu beije seus pés?
— Não exatamente — ele respondeu com o rosto bem perto do dela. Depois, seus lábios se aproximaram lentamente. (S/N)não resistiu, mas também não correspondeu. Ele a beijou na boca, no rosto e no pescoço.
— Foi muito gostoso, não achou? Quer repetir?
— Não. Acho melhor você chamar as suas garotas-lenço-de-papel para isso.
A luz pálida do luar, (S/N) viu o rosto dele se contrair, e ficou com medo.
— Se tentar me beijar de novo, vai levar um tapa!
— É mesmo? Quero ver.
Harry apertou-a mais de encontro ao corpo.e começou a beijá-la na boca, no pescoço, na boca novamente, sem parar.
(S/N) não cumpriu a ameaça. Ao invés disso, correspondeu às suas carícias. Sua cabeça girava, e sentia-se tão confusa e perturbada que, de repente, se ouviu dizendo o nome dele, em voz alta.
— Harry...
Quando ele se afastou, e ela o encarou, viu que os olhos dele não estavam cheios de paixão, mas de pouco caso e desprezo.
— Até que você não se saiu mal — Harry murmurou, sorrindo.
(S/N) recuou, furiosa, e deu-lhe um tapa no rosto com tanta força, que a cabeça dele até virou de lado.
— Seu cafajeste!
Entrou no carro rapidamente e saiu a toda do estacionamento.
Naquela noite, (S/N) acordou várias vezes, imaginando por que seu corpo a tinha traído tanto. De manhã, não havia ainda descoberto a resposta e estava com medo de encontrar Harry Styles.
Será que ele pediria desculpas? Não acreditava. E isso a deixava uniria mais zangada. Não sabia se preferia o seu desprezo ou a sua indiferença. Entretanto, sabia que seria recebida do pior modo possível.
Mas quando entrou na sala do noticiário, Harry Styles não estava lá. Ficou aliviada, mas o alívio durou pouco, diante do comentário de Louis.
— Ouvi dizer que você colocou o chefe na linha.
(S/N) não sabia o que dizer. Primeiro, ficou chocada, imaginando que Harry tinha contado a todos sobre o encontro e o jantar. Depois, alguém lhe disse que ele não faria aquilo. Então, o que significava o comentário do bundudo? Sentiu-se embaraçada, mas sua voz saiu calma.
— Pensei que isso aqui fosse um departamento de jornalismo, e não um antro de fofoqueiros.
— Ora, a moça está zangada, hein? — Harry disse, entrando na sala, rindo para todos. Depois, olhou diretamente para ela.
— Recado para você — Louis interrompeu. — Uma certa ruiva telefonou e disse que está muito feliz em ver o quanto você se envolveu com o seu trabalho e com o fato de ter conseguido resultados tão arrasadores...
— Chega, Louis — foi a resposta, e o outro se calou imediatamente.
Harry virou-se para (S/N).
— Bem, treinadora, parece que não sou o único que aprecia seus treinos. Espero que também seja uma boa jornalista.
— Vou tentar fazer o melhor que puder — respondeu, séria.
— Pode começar nos trazendo um café, amor? — Louis perguntou.
(S/N) já estava de saída, quando Harry a fez parar.
— Primeira regra — ele disse, zangado. — (S/N) é parte da equipe, agora. Isso significa que é uma jornalista, e não a moça do café. Não se esqueça disso, Louis. Nada mudou só porque temos uma mulher na equipe. Certo?
— Não podia estar mais certo — o outro respondeu, fingindo humildade.
— Ótimo. Agora sugiro que você vá buscar um café para nós. Depois, leve (S/N) e mostre a ela como funciona o nosso esquema.
Assim que o outro saiu, a moça disse:
— Obrigada. Lamento o que houve ontem à noite.
— Lamenta? O quê? Lamenta porque a beijei... ou porque parei? Porque gostou ou porque alguém nos viu?
(S/N) lutou contra as lágrimas de ódio.
— Lamento não ter batido em você com mais força e chutado também. É o homem mais insuportável que conheço.
— E você, (S/N) querida, é a mulher mais linda que conheço. — ele respondeu, aproximando-se e dando um beijo no rosto dela, antes que ela pudesse se afastar. — Principalmente quando está zangada.
— Acho que tenho todo o direito de ficar zangada. Afinal, eu pedi desculpas, quando você sabe muito bem quem é que devia ter feito isso. Pelo menos, poderia ter aceitado minhas desculpas com uma certa gentileza.
— Certo. Aceito as suas desculpas... com gentileza. Vamos nos beijar para ficarmos de bem?
Felizmente, Louis voltou naquele momento com a bandeja do café.
— Da próxima vez, vou esperar a moça do café — reclamou. — Não tenho jeito para essas coisas.
(S/N) olhou a bandeja, onde havia mais café derramado do que nas três xícaras.
— Talvez fosse melhor eu fazer isso — ela disse. — Pelo menos, conseguiríamos tomar meia xícara.


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